Índice FAO de preços dos alimentos permaneceu estável no mês de setembro

Índice FAO de preços dos alimentos permaneceu estável no mês de setembro

Porém, comparativamente aos valores registrados um ano atrás prevaleceu redução de praticamente 11%, índice que sobe para quase 25% ao tomar-se como parâmetro março de 2022, mês em que o FFPI atingiu recorde histórico (159,71 pontos).

Não se conclua, porém, que a estabilidade esteve presente nos cinco grupos de alimentos acompanhados pela FAO. Três deles – carnes, laticínios e gorduras vegetais – registraram queda de preço, desempenho que foi neutralizado por altas dos cereais e, sobretudo, do açúcar.

Referindo-se ao aumento dos cereais, a FAO destaca, em especial, o milho, cujos preços no mercado internacional aumentaram 7%. E explica que a alta foi impulsionada por uma forte demanda pelo suprimento do Brasil, por vendas mais lentas dos produtores argentinos e por um aumento no frete das barcaças dos EUA, devido aos baixos níveis do Rio Mississipi.

Já o recuo mensal de 1% no preço das carnes é efeito de uma alta disponibilidade combinada com uma baixa demanda, situação aplicável, especificamente, às carnes de frango e suína. Pois a carne bovina, que vinha num processo de baixas há alguns meses, reverteu a situação e obteve breve recuperação de preços, desempenho que a FAO atribui a uma forte procura pela carne magra, especialmente da parte dos EUA.