A Marinha do Brasil teve de interromper as buscas com mergulhadores na base da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga as cidades de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO), depois que a estrutura restante da ponte começou a se mover. No local é possível ouvir ruídos vindos da ponte, que colapsou no domingo (22), por volta das 14h50. Até que se possa ter certeza sobre a segurança dos pilares, os mergulhadores envolvidos nas buscas seguirão trabalhando longe da base da ponte, onde estavam concentrados até agora.
Ontem à noite, por volta das 20h, a Marinha localizou o corpo de mais uma vítima da tragédia – uma mulher. Até o momento há 18 atingidos: um sobrevivente; sete corpos já recolhidos; dois corpos já localizados no Rio Tocantins, mas ainda não recuperados; e oito vítimas cujos corpos ainda não foram sequer localizados. O corpo encontrado ontem estava a seis quilômetros de distância da ponte, levado pela correnteza do rio.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) está no local com equipamentos para monitorar o movimento da parte da ponte que ainda está de pé – só depois de confirmar a segurança da estrutura é que os mergulhadores da Marinha voltarão a atuar no pé da ponte. Enquanto isso, as buscas pelos corpos continuam em locais mais afastados da estrutura e nas margens do rio.
“Nós estamos partindo para uma interrupção operacional das operações. Tivemos uma novidade, que é que a ponte se mexeu. As equipes de mergulho estavam operando muito próximas ao pilar da ponte, onde os escombros estão. Tivemos que parar, e vamos esperar o laudo do Dnit dizendo que os pilares estão seguros”, disse o Contra-Almirante Coelho Rangel. Ele é chefe do Estado-Maior do 4º Distrito Naval, em Belém (PA), e coordena a operação de busca.